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Mythicus | Exposição


A exposição Mythicus foi composta por obras selecionadas de três séries:

A Pele; Heterótrofos e Rotunda.


ROTUNDA

Neste momento em que o mundo reverbera o medo da morte, meu foco é entender mais do que nunca o sentido da vida, e, para entender o sentido da vida preciso entender o sentido da morte.

A morte é caracterizada pelo mistério, pela incerteza e consequentemente pelo medo daquilo que não conhecemos. Muitos aspectos da vida moderna são projetados para tentar nos convencer que estamos completamente seguros, protegidos e no controle de tudo que nos rodeia.

O modo distinto com que as culturas lidam com a morte e o morrer, e as significações que ocorrem ao longo do tempo e do espaço, mostram o fascínio e o terror da humanidade onde o ser humano tem consciência de ser mortal, apesar de negá-la constantemente e estar convencido de sua imortalidade.

Sou abismada com a existência desde os seis anos de idade. Me interessei por saber sobre Deus, os deuses e os deuses astronautas... descobri sobre a existência do divino em cada um de nós, essa conexão pessoal de estarmos no universo e fazer parte dele... então como coisa rara, entender a vida é entender a naturalidade da morte... é como torcer o cérebro no espaço-tempo em todas as questões que nos faz únicos pois morremos todos os dias um pouco... Quando chegamos ao ponto de termos consciência de que não somos eternos e que não temos respostas para questões da transitoriedade da existência, ouso dizer que seja possível bailar alegremente com nossas sombras.

Nada temos... mas... aqui... agora, se acendermos uma fogueira nos acalenta sabermos que somos riquíssimos infinitamente.

Minha intenção é provocar emoção em névoas que se dissipam...

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HETERÓTROFOS


Nessa obra (representação da morte, passagem para outro plano de existência, a paz originária) tento entender a finitude da vida, esse mistério único e sem volta em que todo ser vivente solitariamente edespojado de tudo transpõe o umbral. O emaranhado de formas e drama sugere que apesar da transitoriedade da existência, talvez seja possível aqui perceber a teia, círculo vital de sobrevivência... solidão... falta... ou... do excesso!

Citando ''Hamlet'' - William Shakespere:

“ REI: Muito bem, Hamlet, onde está Polônio? HAMLET: Na ceia. (...) Está sendo comido (...) O verme é o único imperador (...) Nós engordamos todos os outros seres pra que nos engordem; e engordamos pra engordar as larvas. O rei obeso e o mendigo esquálido são apenas variações de um menu (...) Um homem pode pescar com o verme que comeu o rei e comer o peixe que comeu o verme (...) um rei pode fazer um belo desfile pelas tripas de um mendigo.”


FIGURAS QUE REMETEM A ARQUÉTIPOS, PROGRAMAS MENTAIS; AS IMAGENS DAS MOIRAS, ORA CTONIANAS, ORA ROBÓTICAS; AS MEDIDAS DO CORPO HUMANO COMO MEDIDAS DIVINAS MAS AGORA ATENDENDO AO GOSTO PELO EXCESSO, POR FORMAS EXAGERADAS; IMAGENS DE ANCIÕES REMETENDO AO TEMPO, INEXORÁVEL TEMPO.

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A PELE

A pele, o maior órgão do nosso corpo é complexa e completa. A pele íntegra delimita, protege e permite o respirar. Aqui, coloco a PELE HUMANA envolvendo o sapato (ícone de PODER), mas não de forma mórbida por que utilizo peles descartadas em cirurgias plásticas que tem como reverência a BELEZA FÍSICA.

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